QUEREM CENSURAR A INTERNET
O Brasil está em vias de se tornar a primeira nação democrática a ter censura na internet. Esse será o resultado da aprovação do projeto de reforma eleitoral que está em análise no Senado. A coisa pode parecer banal, mas é grave, muito grave. Além de estupidamente burra, com o perdão do pleonasmo.
O texto que foi aprovado pela Câmara dos Deputados e mantido pelos senadores impede sites e blogs de opinarem livremente sobre os candidatos. Se aprovado o que está no projeto, um blogueiro que, durante as eleições, resolver falar de um determinado político - a favor ou contra - terá de fazer a mesma coisa em relação a todos os outros.
É de um autoritarismo atroz. Blogs são fruto da liberdade de expressão individual, mesmo quando hospedados em grandes portais. Se o problema é que um ou outro blog vá fazer campanha para este ou aquele candidato, ora, deixem a liberdade imperar: que outros blogueiros respondam à altura. A internet é território livre. Tentar limitá-la é como querer impor regras aos debates políticos que famílias e amigos fazem em mesas de bar ou no almoço de domingo.
As regras também pretendem igualar a internet à televisão e ao rádio. Assim, se um site resolver fazer um debate eleitoral, terá de chamar tudo quanto é candidato, tornando a coisa tão inútil quanto é hoje na TV. Só que site é coisa privada, não depende de concessão pública, como rádio e televisão.
A coisa é tão boboca que, mesmo aprovada e sancionada, simplesmente não vai funcionar. Se alguém quiser burlar essas normas, basta hospedar seu site ou blog num outro país e fazer o que bem entender em sua página. Parece até que os parlamentares vivem em outro mundo - muitos eleitores certamente têm certeza de que, sim, eles vivem num planeta distante chamado Brasília.
Sem contar que tudo isso parece flagrantemente inconstitucional. Tenho certeza de que, se essa coisa bater no Supremo Tribunal Federal, deputados e senadores vão passar a vergonha de ter uma lei sua derrubada pela Justiça. Só não aconteceria isso se os ministros do STF fossem acometidos de cegueira jurídica.
Por sorte, os senadores desistiram de votar a estrovenga do jeito que está. Mesmo assim, não parece que eles tenham entendido onde está o problema. Os deputados, que aprovaram o texto tal como ele chegou ao Senado, nem perceberam o que fizeram. Pelo visto, caberá aos blogueiros e seus leitores explicar.
O texto que foi aprovado pela Câmara dos Deputados e mantido pelos senadores impede sites e blogs de opinarem livremente sobre os candidatos. Se aprovado o que está no projeto, um blogueiro que, durante as eleições, resolver falar de um determinado político - a favor ou contra - terá de fazer a mesma coisa em relação a todos os outros.
É de um autoritarismo atroz. Blogs são fruto da liberdade de expressão individual, mesmo quando hospedados em grandes portais. Se o problema é que um ou outro blog vá fazer campanha para este ou aquele candidato, ora, deixem a liberdade imperar: que outros blogueiros respondam à altura. A internet é território livre. Tentar limitá-la é como querer impor regras aos debates políticos que famílias e amigos fazem em mesas de bar ou no almoço de domingo.
As regras também pretendem igualar a internet à televisão e ao rádio. Assim, se um site resolver fazer um debate eleitoral, terá de chamar tudo quanto é candidato, tornando a coisa tão inútil quanto é hoje na TV. Só que site é coisa privada, não depende de concessão pública, como rádio e televisão.
A coisa é tão boboca que, mesmo aprovada e sancionada, simplesmente não vai funcionar. Se alguém quiser burlar essas normas, basta hospedar seu site ou blog num outro país e fazer o que bem entender em sua página. Parece até que os parlamentares vivem em outro mundo - muitos eleitores certamente têm certeza de que, sim, eles vivem num planeta distante chamado Brasília.
Sem contar que tudo isso parece flagrantemente inconstitucional. Tenho certeza de que, se essa coisa bater no Supremo Tribunal Federal, deputados e senadores vão passar a vergonha de ter uma lei sua derrubada pela Justiça. Só não aconteceria isso se os ministros do STF fossem acometidos de cegueira jurídica.
Por sorte, os senadores desistiram de votar a estrovenga do jeito que está. Mesmo assim, não parece que eles tenham entendido onde está o problema. Os deputados, que aprovaram o texto tal como ele chegou ao Senado, nem perceberam o que fizeram. Pelo visto, caberá aos blogueiros e seus leitores explicar.


